sábado, 29 de março de 2008
Biologia
A vida é estudada à escala atômica e molecular pela biologia molecular, pela bioquímica e pela genética molecular, ao nível da célula pela biologia celular e à escala multicelular pela fisiologia, pela anatomia e pela histologia. A biologia do desenvolvimento estuda a vida ao nível do desenvolvimento ou ontogenia do organismo individual.
Subindo na escala para grupos de mais que um organismo, a genética estuda como funciona a hereditariedade entre progenitores e a sua descendência. A etologia estuda o comportamento dos indivíduos. A genética populacional trabalha ao nível da população, enquanto que a sistemática trabalha com linhagens de muitas espécies. As ligações de indivíduos, populações e espécies entre si e com os seus habitats são estudadas pela ecologia e pela biologia evolutiva. Uma nova área, altamente especulativa, a astrobiologia (ou xenobiologia) estuda a possibilidade de vida para lá do nosso planeta. A biologia clínica constitui a área especializada da biologia profissional, para Diagnose em saúde e qualidade de vida, dos processos orgânicos eticamente consagrados
Declaração do Ambiente
Tendo examinado a necessidade de adoptar uma concepção comum e princípios comuns que inspirem e guiem os esforços dos povos do Mundo na preservação e melhoria do ambiente.
Proclama que:
1. O Homem é criatura e criador do seu próprio ambiente, que lhe assegura a subsistência física e lhe dá a possibilidade de desenvolvimentos intelectual, moral, social e espiritual.
No decurso da longa e laboriosa evolução da raça humana na Terra chegou o momento em que, graças ao progresso cada vez mais rápido da ciência e da tecnologia, o Homem adquiriu o poder de transformar o seu ambiente de inúmeras maneiras e em escala sem precedentes. Os dois elementos do seu ambiente, o natural e o que ele próprio criou, são indispensáveis ao seu bem-estar e à plena fruição dos seus direitos fundamentais inclusive o direito à própria vida.
2. A protecção e a melhoria do ambiente são questões de maior importância, que afectam o bem estar das populações e o desenvolvimento económico do globo. Estas acções correspondem aos votos ardentes dos povos do mundo inteiro e constituem o dever de todos os governos.
3. O Homem deve constantemente fazer o ponto de situação da sua experiência e continuar a descobrir, a inventar, a criar e a avançar.
Hoje, o poder que o Homem tem de modificar o meio em que vive permite-lhe, se aquele foi aplicado com discernimento, levar a todos os povos os benefícios do desenvolvimento e a possibilidade de melhorar a qualidade de vida. Este mesmo poder, se abusiva ou inconsideradamente abusado, pode causar um mal incalculável aos seres humanos e ao ambiente.
Multiplicam-se os indícios crescentes de prejuízos, de restrições e de devastações causadas pelo Homem em muitas regiões do globo: níveis perigosos de poluição da água, do ar, da terra e dos seres vivos; perturbações profundas e indesejáveis do equilíbrio ecológico da
biosfera; destruição e esgotamento de recursos insubstituíveis e graves deficiências no ambiente que o próprio Homem criou, particularmente naquele em que vive e trabalha, revelando-se prejudiciais à sua saúde física, mental e social.
4. Nos países em desenvolvimento, a maior parte dos problemas do ambiente são causados pelo subdesenvolvimento. Milhões de pessoas continuam a viver muito abaixo dos níveis mínimos compatíveis com uma vida humana decente, privados do que se considera essencial no que se refere à alimentação, vestuário, habitação, educação, saúde e higiene.
Tais países devem portanto orientar os esforços no sentido do desenvolvimento.
Nos países industrializados, os problemas do ambiente estão geralmente relacionados com a industrialização e o desenvolvimento tecnológico.
5. O crescimento natural da população coloca ininterruptamente problemas de preservação do ambiente e os Estados devem, por isso, adoptar políticas e medidas apropriadas para os resolver. Os seres humanos são elementos preciosos no mundo. É a população que impulsiona o progresso social, cria a riqueza, desenvolve a ciência e a tecnologia e, mediante muito trabalho, transforma continuamente o ambiente. Com o progresso social e a evolução das ciência e tecnologia, a capacidade humana de melhorar o ambiente aumenta dia a dia.
6. Encontramo-nos num momento histórico em que devemos orientar as nossas acções no mundo inteiro tomando em maior consideração as suas repercussões no ambiente.
Podemos causar, por ignorância ou indiferença, prejuízos consideráveis e irreversíveis no meio ambiente, do qual dependem a nossa vida e o nosso bem-estar.
Pelo contrário, mediante conhecimentos mais profundos e acções mais ponderadas, poderemos conquistar para nós próprios e para os nossos descendentes uma vida melhor, num ambiente mais adaptado às necessidades e aspirações humanas.
Existem perspectivas para a melhoria da qualidade do ambiente e para a criação de condições para uma vida feliz. É necessário, para isso, entusiasmo, calma e um trabalho intenso e ordenado. Para usufruir livremente dos benefícios da natureza, o Homem deverá tirar partido dos seus conhecimentos, com o fim de criar, em colaboração com a própria natureza, um ambiente melhor.
A defesa e a melhoria do ambiente para as gerações actuais e vindouras tornaram-se um objectivo primordial da Humanidade. A realização desta tarefa deverá ser coordenada eharmonizada com os objectivos fundamentais já fixados de paz e de desenvolvimento
7. A prossecução deste objectivo implica que todos, sejam cidadãos ou colectividades, empresas ou instituições, e a qualquer nível, assumam as suas responsabilidades e compartilhem, equitativamente, os esforços comuns.
Os homens de todas as condições e as organizações mais diversas podem, pelos seus valores e pelo conjunto das suas acções, determinar o ambiente futuro do mundo.
Caberá às autoridades locais e aos governos, a responsabilidade principal das políticas e da acção a realizar em assuntos de ambiente, nos limites da sua jurisdição. Há necessidade também de cooperação internacionalmente para aumentar os recursos que permitam ajudar os países em desenvolvimento e cumprir as suas responsabilidades neste domínio.
Os problemas de ambiente, em número cada vez mais elevado, de âmbitos regional ou mundial, ou que afectam o domínio internacional comum, exigirão vasta cooperação entre as nações e que os órgãos internacionais actuem no interesse de todos.
A Conferência solicita aos governos e aos povos que unam os seus esforços para preservar e melhorar o ambiente, a bem de todos os povos e das gerações futuras.
Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente, Estocolmo, entre 5 a 16 Junho de 1972 económico e social em todo o mundo
Os índios da amazônia

Até hoje ainda não se pode afirmar com exatidão qual o número da população de indígenas que viviam no Brasil antes da chegada dos portugueses, em 1500. Mas, sem dúvida, antes mesmo dos colonizadores chegarem ao Brasil - e à Amazônia - boa parte o que hoje chamamos de Amazônia Legal já era habitada por índios. A origem desses povos aqui encontrados ainda desafia pesquisadores, e, apesar dos esforços de pesquisadores, não é possível apresentar uma resposta definitiva sobre a chegada do homem ao nosso continente.
Algumas estimativas feitas por estudiosos da região dão conta de que aproximadamente 5 milhões de índios habitavam o Brasil antes do descobrimento. O fato é que, desde o desembarque do europeu em terras brasileiras, a população indígena vem diminuindo, e tendo seus hábitos modificados como resultado do contato com o homem branco. Ao longo da história são inúmeros os registros de massacres de povos para retira-los de suas áreas, ou para a apropriação de suas riquezas por garimpeiros, madeireiros, fazendeiros, etc. Sobre os povos indígenas conhecidos, a maior parte das populações vive na região amazônica.
Em todo o país, os índios se distribuem por 556 áreas distintas, e ocupam uma superfície total de 83.507.923 hectares - o equivalente a 9,81% do território nacional. Hoje, calcula-se que existam no Brasil 215 etnias indígenas conhecidas, com uma população total de 325.652 pessoas (dados de 1997). A quantidade exata, no entanto, é muito maior, pois existem inúmeras sociedades isoladas e desconhecidas. O número de grupos desconhecidos é estimado em mais de 55, estando a maioria localizada nos estados que abrangem a Amazônia Legal.
Floresta Amazônica: riqueza da biodiversidade brasileiraA palavra biodiversidade é um neologismo construído a partir das palavras biologia (bio=vida) e diversidade (grande variedade). Ela significa a diversidade do mundo vivo na natureza, ou seja a grande quantidade de espécies em nosso planeta.
O termo em inglês biological diversity (diversidade biológica) foi criado por Thomas Lovejoy no ano de 1980, enquanto o termo biodiversity (biodiversidade) foi inventado por W.G. Rosen em 1985. Desde este momento, o termo e o conceito são muito utilizados entre os biólogos, ambientalistas e ecologistas do mundo todo.
Se prestarmos atenção na natureza, poderemos entender melhor este conceito. Existe uma grande variedade de espécies dentro de cada comunidade, habitat e ecossistema. Entre as árvores, por exemplo, existe uma grande diversidade de espécies. O mesmo acontece entre os vírus, fungos, as bactérias, as aves etc. Se pegarmos como exemplo o ecossistema da Amazônia: quantas espécies animais e vegetais vivendo em um perfeito equilíbrio. Portanto, podemos afirmar que existe uma diversidade neste ecossistema, ou seja, podemos usar o termo “ a biodiversidade da Floresta Amazônica”.
O surgimento deste termo está relacionado diretamente com o aumento da consciência ecológica no final do século XX, principalmente a respeito da extinção de espécies animais e vegetais. Em seu sentido mais amplo, biodiversidade significa “vida sobre a Terra”. A biodiversidade pode ser subdividida em três níveis:
1) diversidade genética: que corresponde a diversidade dos genes numa espécie (diversidade intra-específica);
2) diversidade específica: é a diversidade das espécies animais e vegetais;
3) diversidade ecossistêmica: que corresponde à diversidade dos ecossistemas presentes em nosso planeta.
Desmatamento da amaazônia
Desmatamento na Amazônia: corte ilegal de árvoresdesmatamento nas florestas brasileiras começou no instante da chegada dos portugueses ao nosso país, no ano de 1500. Interessados no lucro com a venda do pau-brasil na Europa, os portugueses iniciaram a exploração da Mata Atlântica. As caravelas portuguesas partiam do litoral brasileiro carregadas de toras de pau-brasil para serem vendidas no mercado europeu. Enquanto a madeira era utilizada para a confecção de móveis e instrumentos musicais, a seiva avermelhada do pau-brasil era usada para tingir tecidos.
Desde então, o desmatamento em nosso país foi uma constante. Depois da Mata Atlântica, foi a vez da Floresta Amazônica sofrer as conseqüências da derrubada ilegal de árvores. Em busca de madeiras de lei como o mogno, por exemplo, empresas madereiras instalaram-se na região amazônica para fazer a exploração ilegal. Um relatório divulgado pela WWF ( ONG dedicada ao meio ambiente ) no ano de 2000, apontou que o desmatamento na Amazônia já atinge 13% da cobertura original. O caso da Mata Atlântica é ainda mais trágico, pois apenas 9% da mata sobrevive a cobertura original de 1500.
Embora os casos da Floresta amazônica e da Mata Atlântica sejam os mais problemáticos, o desmatamento ocorre nos quatro cantos do país. Além da derrubada predatória para fins econômicos, outras formas de atuação do ser humano tem provocado o desmatamento. A derrubada de matas tem ocorrido também nas chamada frentes agrícolas. Para aumentar a quantidade de áreas para a agricultura, muitos fazendeiros derrubam quilômetros de árvores para o plantio.
O crescimento das cidades também tem provocado a diminuição das áreas verdes. O crescimento populacional e o desenvolvimento das indústrias demandam áreas amplas nas cidades e arredores. Áreas enormes de matas são derrubadas para a construção de condomínios residenciais e pólos industriais. Rodovias também seguem neste sentido. Cruzando os quatro cantos do país, estes projetos rodoviários provocam a derrubada de grandes faixas de florestas.
Outro problema sério, que provoca a destruição do verde, são as queimadas e incêndios florestais. Muitos deles ocorrem por motivos econômicos. Proibidos de queimar matas protegidas por lei, muitos fazendeiros provocam estes incêndios para ampliar as áreas para a criação de gado ou para o cultivo. Também ocorrem incêndios por pura irresponsabilidade de motoristas. Bombeiros afirmam que muitos incêndios tem como causa inicial as pontas de cigarros jogadas nas beiradas das rodovias.
Este problema não é exclusivo do nosso país. No mundo inteiro o desmatamento ocorreu e ainda está ocorrendo. Nos países em desenvolvimento, principalmente asiáticos como a China, quase toda a cobertura vegetal foi explorada. Estados Unidos e Rússia também destruíram suas florestas com o passar do tempo.
Embora todos estes problemas ambientais estejam ainda ocorrendo, verifica-se uma diminuição significativa em comparação ao passado. A consciência ambiental das pessoas está alertando para a necessidade de uma preservação ambiental. Governos de diversos países e ONGs de meio ambiente tem atuado no sentido de criar legislações mais rígidas e uma fiscalização mais atuante para combater o crime ecológico. As matas e florestas são de extrema importância para o equilíbrio ecológico do planeta Terra e para o bom funcionamento climático. Espera-se que, no início deste novo século, o homem tome consciência destes problemas e comece a perceber que antes do dinheiro está a vida de nosso planeta e o futuro das gerações futuras. Nossos filhos têm o direito de viverem num mundo melhor.
Cultura-Lendas
Diversas são as lendas sobre a Amazônia.
A lenda do Eldorado e do lago Parima, que supostamente estaria ligada à fonte da juventude, provavelmente refere-se à existência real do lago Amaçu, que tinha uma pequena ilha coberta de xisto micáceo, material que produz forte brilho ao ser iluminado pelo Sol e que produzia a ilusão de riquezas aos europeus.
Unidades de Conservação
O SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza) contém várias unidades de conservação nos nos estados ocupados pela Amazônia. Entre as de proteção integral existem dez Parques Nacionais (além do Jaú) e oito reservas biológicas, entre outros.
Entre as unidades de uso sustentável, estão as reservas extrativistas. Os programas de uso sustentável são em grande número, desenvolvidos por ONGs em parceria com o poder público e com as próprias populações tradicionais, acostumadas ao uso sustentado dos recursos naturais. Surgem iniciativas como a Escola da Floresta, no Acre, para formar técnicos em floresta e agrofloresta.
